Pelas dificuldades de acesso, como carregar dezenas de litros de água em troca de poucas horas de exploração, os espeleólogos planejam instalar a escotilha em uma antiga abertura hoje soterrada. Ela funcionaria como um atalho até determinado ponto da gruta, facilitando a continuidade do mapeamento. “Queremos usar uma entrada hoje entupida para facilitar a instalação da escotilha. Devemos finalizar a proposta no início do próximo ano”, comentou Ézio Rubbioli, do Bambuí.
Se as futuras explorações levarem os contornos da Toca da Boa Vista ao encontro da vizinha Toca da Barriguda, hoje com trinta quilômetros mapeados, o conjunto se tornará um dos maiores conhecidos no mundo.
Lá fora, já há escotilhas operando para exploração científica ou turismo em várias cavernas, como na Mammoth Cave (Estados Unidos), maior do mundo, Hölloch (Suíça) e na Lechuguilla (foto), no Paque Nacional Carlsbad, no Novo México, também nos Estados Unidos.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Tuberculose mata três macacos no Cetas-RJ; centro está em quarentena
Confirmação da doença que levou a óbito macacos-pregos no Cetas de Seropédica leva Ibama a estender suspensão no recebimento de novos animais →
PL que retarda ação de órgãos ambientais por dois anos tem urgência aprovada
Proposta de deputado do PL prevê que órgãos ambientais aguardem dois anos para aplicar medidas como embargos e apreensões em propriedades de até 560 hectares →
Enchentes do Rio Grande do Sul fundamentam novo conceito para identificar áreas de risco
Chamada de Zona de Arraste, nova classificação nomearia fenômeno onde a força da natureza transforma uma inundação em um fenômeno de alta capacidade destrutiva →

