Recife – Especialista em energia, o professor Heitor Scalambrini, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFPE, preparou três argumentos para a audiência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que discutiu nesta quinta-feira (dia 6) a instalação de usinas nucleares ao longo do Rio São Francisco.
Scalambrini considera os empreendimentos inviáveis, por não preverem o que fazer com a produção de resíduos radioativos. Ele possui dados que mostram como a energia nuclear produz gases causadores do efeito estufa, por considerar a extração do urânio até o descomissionamento da usina. E usa um estudo do Greenpeace que revela como é dispendiosa a produção de eletricidade pela energia nuclear.
“Podemos dobrar nossa capacidade instalada do país através da produção de energia eólica – isso sem considerar produção de eletricidade usando a energia solar, da biomassa e das pequenas quedas d’água”, defende Heitor Scalambrini. (Celso Calheiros)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Entrando no Clima #73 – Santa Marta e a força da coalizão
Sem acordo global, Conferência Global para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis aposta no multilateralismo para tirar o petróleo do centro da economia →
Maior evento de observação de aves do mundo contará com etapa no norte do Paraná
Global Big Day promove a observação de aves como ferramenta para conservação; movimento no Brasil ganha força com o turismo de natureza na região norte do Paraná →
Santa Marta encerra conferência com avanço político e pressão por tratado dos fósseis
Sem acordos vinculantes, conferência articula coalizão internacional e pressiona por saída dos combustíveis fósseis →

