![]() |
O projeto da Usina Hidrelétrica Santa Isabel, licitado há uma década, foi devolvido à união, após a desistência do consórcio Geração Santa Isabel (GESAI) em tirar a usina do papel. A usina seria erguida no rio Araguaia, entre os estados do Pará e Tocantins.
As empresas queriam que a concessão de 35 anos tivesse seu prazo contado a partir da data da obtenção da licença ambiental, que foi atrasada por conta das falhas no EIA/RIMA. A decisão de devolver à concessão à União foi protocolada na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na sexta-feira (09). A informação veio de matéria publicada no site Congresso em Foco.
O projeto de Santa Isabel é de responsabilidade do Consórcio GESAI (Geração Santa Isabel), constituído pelas empresas Vale, Alcoa Alumínio S.A., BHP Billiton Metais S.A., Camargo Corrêa S.A. e Votorantim Cimentos Ltda. As empresas ganharam a concessão para a construção da usina em novembro de 2001.
A hidrelétrica agora suspensa iria afetar diretamente o Parque Estadual Serra dos Martírios – Andorinhas, a Área de Proteção Ambiental São Geraldo do Araguaia e a Área de Proteção Ambiental Lago de Santa Isabel, além de 131 cavidades naturais na região. Outra perda com a construção da usina seria o alagamento do cenário da guerrilha do Araguaia, ocorrida no ínício da década de 70.
Leia Também
Uma santa hidrelétrica
Não à Santa Isabel
Tocantins: Novas UCs enfrentam burocracia e família Abreu
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia
Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923 →
Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?
Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores →
Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?
O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras →

