Os pesquisadores Jörg Fröbisch e Kenneth Angielczyk, do Museu Field (Chicago/Estados Unidos), e Christian Sidor, da Universidade de Washington, publicaram artigo esta semana na revista Naturwissenschaften onde apontam que a Kombuisia antarctica usou a Antártica para se refugiar contra um aquecimento planetário ocorrido há 252 milhões de anos. Naquele período, ocorreu uma extinção em massa de vida no planeta, diz o estudo. A espécie pertencia a um grupo de anomodontes, parentes dos mamíferos que então eram os herbívoros mais frequentes e dominantes.
“Havia membros desse grupo que cavavam a terra, andavam na superfície e viviam nas árvores. Entretanto, a Kombuisia antarctica, que tinha o tamanho de um gato doméstico atual, era consideravelmente diferente dos mamíferos atuais. Ela colocava ovos, não cuidava das crias pequenas e não tinha pelo. Talvez nem mesmo tivesse sangue quente”, disse Angielczyk em nota da Agência Fapesp.
Quando a Antártica serviu de refúgio naquele momento de temperaturas em alta, o continente estava mais ao norte de sua posição atual, era mais quente e não estava coberto por um manto de gelo. Os cientistas debatem o que teria causado a extinção no passado, mas estimam que tudo esteja associado a uma atividade vulcânica de grandes proporções no planeta tenha provocado o aquecimento global.
Evidências fósseis sugerem que animais de pequeno e médio porte foram mais bem-sucedidos na hora de escapar de uma extinção em massa do que os animais maiores. O motivo é que os menores podem ter adotado comportamentos como hibernação, torpor e buscar abrigo sob a terra.
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