Hoje acordei pensando num compromisso que sempre norteou meus passos: se tenho o privilégio de vivenciar e conhecer tantos lugares maravilhosos, tenho a obrigação de compartilhar. Este pensamento começou a me acompanhar nas caminhadas de mochileiro pelas praias brasileiras – na época a fotografia era secundária e os poemas preenchiam as pequenas cadernetas e os guardanapos de boteco. Este compromisso me protegeu nos momentos angustiados do outro lado do mundo, sob as bizarras (para nós) culturas que definem os povos. E agora, como fotógrafo, este mesmo pensamento justifica o compromisso de compartilhar um mundo que, no final das contas, segue seu ritmo reagindo às nossas ações. Um mundo (ainda) fantástico, com lugares improváveis de tão belos, pessoas desenhadas a nanquim, paisagens pintadas em aquarelas… Então resolvi compartilhar algumas vivências expressas nestas imagens. Algo como um diário lembrete para nos afastarmos da desesperança e seguirmos otimistas.
E para finalizar, ou melhor, recomeçar, um curto poema escrito em 1991 na última página do meu livro Verde Magia: Não haverá o tempo, enquanto houver a mudança de nós mesmos. Não haverá o fim, enquanto houver um outro começo.
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