Hoje acordei pensando num compromisso que sempre norteou meus passos: se tenho o privilégio de vivenciar e conhecer tantos lugares maravilhosos, tenho a obrigação de compartilhar. Este pensamento começou a me acompanhar nas caminhadas de mochileiro pelas praias brasileiras – na época a fotografia era secundária e os poemas preenchiam as pequenas cadernetas e os guardanapos de boteco. Este compromisso me protegeu nos momentos angustiados do outro lado do mundo, sob as bizarras (para nós) culturas que definem os povos. E agora, como fotógrafo, este mesmo pensamento justifica o compromisso de compartilhar um mundo que, no final das contas, segue seu ritmo reagindo às nossas ações. Um mundo (ainda) fantástico, com lugares improváveis de tão belos, pessoas desenhadas a nanquim, paisagens pintadas em aquarelas… Então resolvi compartilhar algumas vivências expressas nestas imagens. Algo como um diário lembrete para nos afastarmos da desesperança e seguirmos otimistas.
E para finalizar, ou melhor, recomeçar, um curto poema escrito em 1991 na última página do meu livro Verde Magia: Não haverá o tempo, enquanto houver a mudança de nós mesmos. Não haverá o fim, enquanto houver um outro começo.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Integração de cadastros proposta por Flávio pode beneficiar produtores dos EUA e da Argentina
Especialistas alertam que a medida pode comprometer a rastreabilidade da produção rural, a confiança de compradores internacionais e o acesso do Brasil a mercados externos →
O país que queremos construir passa pelos nossos parques
Reconhecer nossa vocação para o turismo de natureza é valorizar nosso patrimônio natural e transformá-lo em desenvolvimento sustentável →
Conservar a Amazônia exige cuidar de quem vive nela
A conservação ambiental somente se sustenta no longo prazo quando também melhora a vida das populações que habitam os territórios →
