Chegou a Harbin, cidade de 4 milhões de habitantes, navegando lentamente pela superfície do rio Songhua, na China, a mancha de 80 quilômetros de extensão do benzeno que vazou de refinaria da PetroChina instalada rio acima. A água está imprópria para qualquer tipo de uso por humanos, até mesmo para dar descarga no banheiro. Quem beber dela terá no mínimo a boca infestada por aftas. No máximo, vai desenvolver leucemia. A fauna do rio já começou a sentir os efeitos do vazamento. Seus peixes estão morrendo aos borbotões. O China Daily conta que o governo não tem meios de combater o vazamento e muito menos limpar a sujeirada. E que pela primeira vez na história do país, as autoridades pediram desculpas à população pela sua participação direta numa catástrofe.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
A Natureza da Conversa #4 – Por que o passado da Amazônia nos ajuda a imaginar um futuro para a região
O que o passado da Amazônia pode ensinar sobre o futuro da região é o tema de mais uma conversa envolvente →
Mapa arqueológico revela mais de 700 achados do garimpo na Chapada Diamantina
Cada ponto nesse mapa digital contém fotos e informações. Juntos esses lugares mapeados contam uma história escondida, mas nunca esquecida →
A Tempestade Perfeita: mudanças climáticas, IA e ascensão do fascismo
A desestruturação dos sistemas naturais amplia a instabilidade social. A instabilidade favorece discursos autoritários. O autoritarismo enfraquece instituições e medidas de mitigação →

