Salada Verde

Assassino confesso de Dorothy Stang cumprirá pena em casa

Condenado a 27 anos de prisão por homicídio, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales foi beneficiado pelo regime de progressão de pena.

Redação ((o))eco ·
4 de julho de 2013 · 13 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
O pistoleiro Rayfran das Neves Sales é submetido mais uma vez a júri popular no Fórum Criminal de Belém, em dezembro de 2009. Foto: Marcello Casal Jr./Abr.
O pistoleiro Rayfran das Neves Sales é submetido mais uma vez a júri popular no Fórum Criminal de Belém, em dezembro de 2009. Foto: Marcello Casal Jr./Abr.

A Justiça do Pará concedeu prisão domiciliar ao pistoleiro Rayfran das Neves Sales, que matou com 6 tiros a missionária Dorothy Stang, em uma estrada em Anapu (PA), no ano de 2005. Preso há 8 anos, desde 2010 o presidiário está cumprindo pena em regime semiaberto. Na terça-feira (02), ele deixou o Centro de Progressão Penitenciária de Belém (CPPB).

Em prisão domiciliar, Rayfran não poderá se ausentar à noite, nem sair da cidade sem autorização. Terá que arranjar um emprego e se apresentar todo mês à Justiça. A decisão foi determinada pelo juiz Cláudio Henrique Lopes Rendeiro, da 1ª Vara de Execuções Penais. O preso foi beneficiado porque apresentava bom comportamento.

Em entrevista a Agência Brasil, o advogado José Batista Afonso, da Pastoral da Terra em Marabá, no Pará, afirmou que a transferência de Rayfran das Neves Sales para a prisão domiciliar aumenta a sensação de impunidade e fragiliza ainda mais a segurança de trabalhadores rurais, de lideranças e de integrantes de movimentos sociais ligados aos direitos humanos no estado do Pará.

“Saber que um assassino confesso passa tão pouco tempo atrás das grades, diante de um crime tão bárbaro, assusta e aumenta a sensação de impunidade. Com isso, quem vive da prática criminosa não se sente amedrontado e aumenta o risco a que pessoas ligadas à luta pela terra estão submetidas”, afirmou.

Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido por Bida, acusação de ser um dos mandantes do assassinato. Foi a terceira vez que o julgamento de Vitalmiro Bastos de Moura foi anulado. O fazendeiro continua preso, a espera da realização de novo julgamento.

Leia também

Notícias
16 de janeiro de 2026

Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas

Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central

Notícias
16 de janeiro de 2026

Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar

Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha

Análises
16 de janeiro de 2026

Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo

O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Comentários 1

  1. Meire G. Mattos diz:

    Infelizmente, me sinto impotente, por não ter forças para defender a Natureza, a nossa Floresta…mas o que posso fazer é mostrar aos amigos e parceiros de luta o quanto ainda é corriqueiro os crimes ambientais, como a impunidade dos grandes poderosos são realidades…Não só na Amazônia, mas também aqui em São Paulo na zona Oeste Construtora derruba sem piedade árvores centenárias da Mata Atlântica, como pau Brasil, jacarandá mimoso, mangueiras carregadas de frutos ainda verdes, todas no chão, e funcionários diz que está autorizados pela prefeitura de São Paulo, local Rua Fortunato Ferraz, Vila anastácio-Lapa/SP passe por lá quem puder e veja o crime ocorrido… (hoje 04/09/2015