Apesar do discurso “missão cumprida” de Carlos Minc e Messias Franco (Ibama), entidades como Amigos da Terra, International Rivers e Instituto Madeira Vivo avisam que a licença de instalação fornecida à usina de Santo Antônio, no rio Madeira, veio cercada de ilegalidades. Em nota distribuída ontem, afirmam que os procedimentos adotados até agora reúnem apenas vagas promessas de monitoramento e mitigação de impactos, e tudo só depois do início das obras. O Ibama também recuou em exigências que constavam na licença prévia, como a de uma Área de Preservação Permanente de 500 metros fixos ao redor do reservatório, mecanismo para transposição de peixes e sem observar a proposta de mudança na posição da usina de Jirau. A movimentação de procuradores e organizações não governamentais já é grande e a intervenção da Justiça contra o processo de licenciamento parece cada vez mais certa.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Câmara proíbe embargo remoto de área desmatada sem vistoria prévia
Projeto restringe medidas cautelares usadas por Ibama e ICMBio e proíbe a queima de maquinários flagrados pela fiscalização ambiental →
Da nascente ao deságue no Tietê, uma jornada pelo córrego Tiquatira
O plantio de árvores nas margens do rio é apenas uma etapa no longo e complexo processo para tentar recuperar um curso d’água em plena metrópole paulistana →
How São Paulo’s sugarcane burning ban drove economic and social development
A groundbreaking study shows that well-designed environmental regulations can accelerate innovation and push supply chains toward more efficient models →

