Enquanto um certo parlamentar prega o não-cumprimento da lei com promessas de mudanças na mesma, como mostrou ontem O Eco, a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) enveredou por um caminho bem mais digno de nota. A entidade representa 28 municípios catarinenses onde vivem mais de 260 mil pessoas. Metade delas no meio rural.
Contando com prometido apoio do Ministério do Meio Ambiente, quer auxiliar 22 mil pequenos produtores rurais a averbarem suas reservas legais, aquela parcela florestada de no mínimo 20% das propriedades. Tudo nos conformes da legislação. O governo federal deve fornecer imagens de satélite e a entidade a mão-de-obra técnica para deixar tudo direitinho, em parceria com prefeituras e estado. Além disso, a idéia é definir as reservas formando corredores e mosaicos de vegetação. O custo deve ser zero para os agricultores. “Assim que o ministério (do Meio Ambiente) disponibilizar imagens, o trabalho começará”, disse o secretário-executivo da Amavi, Agostinho Senen.
Como praticamente nenhum dos pequenos produtores de cebola, fumo, milho, arroz e outras culturas têm reservas legais averbadas, a tarefa será gigante. A entidade, no entanto, vem topando grandes empreitadas. Montou equipes técnicas e está ajudando aqueles municípios a montarem planos diretores com pitadas de ecologia. Nada mal para uma região responsável por inúmeras nascentes e florestas que precisam ser preservadas para evitar novas tragédias em Santa Catarina, por exemplo.
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