A revista Nature publicou uma série de artigos sobre a perspectivas futuras de quatro biocombustíveis, ainda considerados experimentais. Estes não incluem o falido óleo de mamona, antigo xodó de Lula, que até um tempo atrás distribuía sementes a todo visitante estrangeiro, que tinha que pagar um mico no Planalto. Os experts chegaram à conclusão de que o pinhão-manso, no atual estágio, é uma roubada. O etanol celulósico (que o Brasil não produz comercialmente) sofreu com a dimunição dos investimentos devido à crise global e com a baixa nos preços do petróleo, mas espera-se que com o aquecimento da economia os projetos sejam retomados em breve.
O ainda experimental processo de “biomassa-para-líquido “, que transforma matéria orgânica em algo que pode ir direto para um motor ainda precisa de refinamento, mas já há uma empresa que transforma restos de um abatedouro de perus em óleo combustível, e empresas como a Chevron estão interessadas no processo.
Os favoritos de qualquer biólogo são os biocombustíveis produzidos por algas cultivadas. Empresas como a Exxon e a Dow formaram parcerias para desenvolver o produto e os investimentos na área se multiplicam. Uma empresa, Solazyme, deve produzir quantidades comerciais que serão usadas pela marinha americana, o que permitirá testar a tecnologia. Nada como dar um bom uso aos brinquedos do militares. As informações são da revista Discovery.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Virada Cultural Amazônia de Pé traz 5ª edição com apelo por voto pela Amazônia
Evento será nesta semana e traz o tema “A política começa no território”, para convocar eleitores a votarem de olho na proteção da maior floresta tropical do mundo →
Catástrofes climáticas afetam primeiro os mais pobres
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a França incentivou ocupações em áreas agrícolas hoje mais vulneráveis a catástrofes naturais →
Operação Mata Atlântica em Pé autua mais de 8 mil hectares de desmatamento ilegal
Balanço com resultados preliminares da operação, que ocorreu em agosto nos 17 estados inseridos no bioma, foi apresentado na última sexta-feira (28/08) →
