Expedição realizada entre os dias 26 de novembro e 10 de dezembro que percorreu a Estação Ecológica Mujica Nava, em Porto Velho (RO), constatou vestígios da presença de índios isolados numa área entre 10 e 30 quilômetros do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Jirau. De acordo com relatório da expedição - da qual participaram equipes da Funai (Fundação Nacional do Índio), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Monte Sinai e Associação de Defesa Etno-Ambiental Kanindé – as explosões realizadas na construção da hidrelétrica estão afugentando os índios daquela região para o garimpo de Macisa, onde foram avistados. No local há ocorrência freqüente de malária e hepatite.
Além de vestígios físicos, como arbustos e folhas quebrados manualmente, retiradas de mel nas árvores e uma possível roça de índios, técnicos da expedição também tiveram contato com garimpeiros que avistaram oito indígenas na margem da estrada do garimpo Macisa. “Os garimpeiros e os índios estavam assustados com esse encontro, tendo os indígenas fugido às pressas para a floresta”, diz o relatório. De acordo com o documento, é provável que o local tradicional de ocupação desses indígenas seja a região que envolve a Estação Ecológica Serra dos Três Irmãos/Mujica Nava e o Parque Nacional do Mapinguari.
O relatório recomenda que o grupo indígena seja monitorado para evitar que seja atingido por doenças ou dizimado em confrontos com brancos. Também recomenda a realização de expedições periódicas para localizar a área de ocupação e propor interdição do território indígena. A notícia é do Blog da Amazônia, do jornalista Altino Machado.
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